I – PORTUGAL PRECISA DE PESSOAS COMPETENTES
COMPETÊNCIA significa saber, querer e poder (Se faltar um destes verbos não se é competente).
Desde sempre que a preparação e desempenho de qualquer função se reveste de grande importância para as dependências do estado, para os funcionários públicos, para os industriais, comerciantes, encarregados, operadores, etc.: todos temos de nos convencer dessa necessidade.
Poder-se-ia pensar que o desenvolvimento contínuo do ensino oficial e privado seria susceptível de diminuir os encargos e responsabilidades do empregador a esse respeito.
O ensino, quer seja teórico e geral ou prático especializado, mesmo que forneça os conhecimentos fundamentais indispensáveis, não pode, por si só, satisfazer as necessidades específicas da profissão. Geralmente, isso não será o bastante para ocupar um lugar específico, mais ou menos delimitado, numa repartição ou empresa activa e dinâmica.
Quando o estado cria ou quer reestruturar serviços ou empresas ou quando uma pessoa se quer estabelecer ou lançar uma nova actividade ou desenvolver um negócio já existente, precisa de se preparar devidamente e encontrar pessoal competente o que é difícil…
Em todos os ramos, além do tipo ideal de organização, instalações, equipamentos, materiais, etc., é fundamental haver pessoal competente.
COMPETÊNCIA será, além da aprendizagem para o desempenho da respectiva função, o seguinte:
1 – Manter-se actualizado perante a evolução social, económica, científica e técnica, na medida que essa evolução tenha repercussões sobre a sua função (saber).
2 - Estar de acordo com o objectivo que se pretende alcançar e depois querer ir até ao fim, admitindo cooperar com os outros (querer).
3 – Poder fazer bem o seu trabalho e agir com à-vontade. Assim, as suas capacidades poderão desenvolver-se pelo treino, com formação e pela “prática” (poder).
Mas a “competência” nunca se adquire definitivamente. Se a formação tende a realizar a conjugação harmoniosa dos conhecimentos, normas, costumes, leis, comunicação, simplificação, comando e segurança, também sabemos que ela está permanentemente inacabada e necessita sempre, aqui e ali de uma formação nova.
Se os responsáveis estiverem verdadeiramente preocupados em utilizar eficazmente todos os meios de que dispõem, preferirão iniciar uma acção metódica nas suas empresas ou estabelecimentos.
Viriato Pina
II – FORMAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES, EMPRESAS PÚBLICAS E PRIVADAS
Esta formação é um conjunto de acções a efectuar a fim de que cada colaborador ou grupos de colaboradores estejam prontos a assegurar, de forma conveniente, as funções que lhes foram confiadas ou outras que lhes propuseram, tendo em vista os objectivos que se querem atingir.
Quando se quer fazer formação, deve-se começar pela análise das necessidades e proceder com um mínimo de método. É absolutamente necessário saberem-se os objectivos e haver uma estrutura, ou seja, que estejam definidas as funções, os níveis de responsabilidade, o organigrama e os encaminhamentos. Assim, será possível estabelecer uma previsão dos efectivos, a definição das atribuições e a apreciação das pessoas.
A formação é tanto mais necessária e tem maior efeito quanto mais rápida for a evolução.
Quando as evoluções técnicas de produção ou administrativas são rápidas, a entidade que tem os seus serviços de formação minimamente organizados e a funcionar ou tem apoio de serviços de formação externos, faz frequentar verdadeiras sessões aos seus colaboradores da produção (Serviços ou produtos), do controle de qualidade, aos técnicos, aos encarregados, aos quadros administrativos e gestores.
Qual é a empresa ou outra instituição que nunca se viu em face de uma inovação ameaçadora no presente e futuro ou do seu equilíbrio financeiro? Para continuar a evoluir, é necessária a adaptação e esta não é somente uma questão de créditos, é também uma questão de pessoas.
Dada a grande evolução tecnológica a que assistimos, a formação terá, necessariamente, de ser permanente, devidamente enquadrada e deverá ser feita a todos os escalões.
A vida da empresa é, essencialmente, o resultado da acção coordenada daqueles que a compõem. Todos são necessários mas também é preciso que saibam trabalhar em conjunto, que se entendam, se conheçam, falem a mesma linguagem, tenham a preocupação de respeitarem as regras previamente definidas. Todos devem aperfeiçoar o jogo de equipa e participar num treino sistemático e colectivo.
Os responsáveis, por haver ou não formação, são os administradores ou gerentes, consoante os casos. São eles, portanto, que deverão coordenar a mesma, pois, no momento em que se desinteressarem dessa missão, a empresa ou outras ficarão sem resposta rápida para todas as evoluções significativas e correspondentes adaptações tecnológicas e de conhecimentos profissionais (A propagação do bom e do mau é em todos os instantes).
Viriato Pina
III – ACÇÕES DE FORMAÇÃO
As acções de formação só terão sucesso se houver uma política global e se soubermos convencer cada colaborador da responsabilidade que lhe cabe nos domínios da formação e aperfeiçoamento, das vantagens que a organização poderá usufruir e se é capaz de se desenvolver graças a uma promoção profissional e social.
É necessário que as iniciativas de formação respondam a necessidades perfeitamente definidas. Se qualquer colaborador está dentro dos problemas da sua área, ele estará, pois, apto a fornecer os elementos necessários para a elaboração dum plano global e a participar nele.
Definidos os objectivos, claramente, poder-se-à estabelecer uma estratégia e desenvolver acções de formação eficazes.
Cada empresa ou equivalente estatal ou não pode e deve desenvolver, em primeiro lugar, acções de formação em que sejam utilizadas todas as memórias, portanto, que seja também sempre utilizada a memória motriz, ou seja, acções de formação prática, isto é, procurar que as diferentes tarefas sejam executadas nas melhores condições.
É absolutamente necessário que todos os responsáveis sejam devidamente preparados, para que cada um possa conceber, com base na análise dos modos operatórios, os seus próprios planos de formação.
Em complemento da formação prática, a qual responde às necessidades actuais e prepara todos os responsáveis para acções futuras, a organização deve também considerar uma formação previsional, a partir duma previsão de evolução, sob os pontos de vista técnico e humano.
Toda a formação provoca modificações, mais ou menos profundas, da conduta das pessoas. Esse , aliás, um dos seus objectivos.
Entretanto, chama-se a atenção para o facto de provocar alterações no comportamento dos adultos, tendo de haver cuidados especiais e diferentes daqueles que se tomam quando se trata de jovens. O adulto tem uma experiência, um passado e uma necessidade de acção e aptidões estabilizadas. Os métodos a adoptar deverão ter em consideração essa estrutura mental em situação de formação.
As acções de formação acarretam despesas para a organização. Embora se diga que elas pagam as despesas, é indispensável realizar um controle para se ver se houve aumento de produção (Produto ou serviços), redução de rejeições, diminuição de absentismo, de medidas disciplinares e de acidentes.
Viriato Pina
IV – FORMAÇÃO PRÁTICA
A formação prática deve desenvolver-se, em grande parte, sobre a análise objectiva dos factos, o fraccionamento das dificuldades, a progressão do simples ao complexo, a arte de convencer, de exprimir claramente as ideias e em descobrir as consequências eficazes para o diálogo, a discussão e o trabalho em equipa.
É necessário criarem-se bons hábitos e modificar hábitos antigos, de maneira a haver adaptação em relação à evolução.
A formação prática, devidamente organizada e orientada, dá aos ordenadores, de todos os níveis, reflexos de eficácia, em particular no seguinte:
- preparação metódica do trabalho, transmissão de ordens, adaptação das pessoas às suas tarefas, estabelecimento de planos, preparação de programas e controle de resultados;
- melhoramento dos métodos existentes para se realizarem economias de materiais, tempo e energia;
- na segurança das pessoas, equipamento e instalações para se reduzirem os riscos de acidentes;
- nas relações de trabalho;
É sempre possível escolher um método que melhor se adapte à empresa ou escola ou outros e aos níveis de pessoal que as integram.
Para se realizar uma formação prática e eficaz, deve-se incrementar o desenvolvimento das capacidades, começando pelos responsáveis mais elevados, através das seguintes etapas:
a) técnicas de RELAÇÕES HUMANAS, para se resolverem os problemas humanos, evitar dificuldades e melhorar as relações entre todos;
b) técnicas de INSTRUÇÃO E ANÁLISES DOS MODOS OPERATÓRIOS, tendo em vista o seu melhoramento;
c) técnicas de estabelecimento de PLANOS DE FORMAÇÃO (formação ocasional, formações programadas, formações no local de trabalho, etc.);
d) técnicas de PREPARAÇÃO DO TRABALHO, para melhor eficácia e coordenação dos postos de trabalho;
e) técnicas de SIMPLIFICAÇÃO DO TRABALHO, para se melhorarem os métodos de trabalho;
f) técnicas de FORMAÇÃO EM SEGURANÇA (condições perigosas e imprudências), para se modificar o comportamento em matéria de segurança;
g) técnicas de TRANSMISSÃO de ordens, conselhos, ideias, sugestões, etc.;
h) técnicas de CONDUÇÃO DE REUNIÕES, para se prepararem devidamente, conduzir e tirar o melhor partido de uma reunião de trabalho;
i) técnicas de DIMINUIÇÃO E CONTROLE DO ESFORÇO FÍSICO, a fim de se diminuírem os riscos de lesões cerebrais, musculares, fadiga mental e física, etc.;
j) técnicas de SABER ADQUIRIR E SELECCIONAR OS CONHECIMENTOS, para poder aplicar ou propor para desempenho da sua função;
l) técnicas de COPUTADORES e SIMILARES, para melhorar as suas tarefas e até poder desenvolver a sua criatividade utilizando a INFORMÁTICA, como, por exemplos: Windows, Word, Excel , Access, PowerPoint, Internet (Outlook, Websites, Motores de busca outros Software Internet, etc.).
g) técnicas de NORMAS, COSTUMES E LEIS, para melhor se adaptar aos regulamentos e aos costumes da organização mas também ao meio envolvente.
Com a difusão destas técnicas, pretende-se, por um lado, fornecer a todos os colaboradores meios práticos para ajudar a resolver melhor e, mais facilmente, alguns dos seus problemas e, por outro, aperfeiçoá-los quanto às suas capacidades profissionais e aptidões, nomeadamente no que diz respeito a aptidões visuais, de observação, de análise de previsão de organização, de espírito crítico, de progresso, de noção de método, de espírito de equipa, de colaboração e, sobretudo, de compreensão do BEM COMUM.
Viriato Pina
COM ESTAS REFLEXÕES FICA A CONHECER-NOS MELHOR PARA O PODERMOS SERVIR.
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